quarta-feira, 1 de maio de 2013

DEPOIMENTOS SOBRE NAUFRÁGIOS EM SÃO JOSÉ DO NORTE

Navio Tijuca - naufragado em 1941,
 na costa de São José do Norte,
nas proximidades da localidade do Gravatá.
Em 1941 por talvez uns 40 dias chovia torrencialamente com ventos muito fortes em toda costa de São José do Norte, num desses dias naufragou um navio com os panos rasgados e com o motor danificado, este navio de bandeira argentina tinha o nome de "Tijuca", a tripulação veio para terra através de um cabo, posteriormente, através de telefone do hotel do seu Bedeco, avisaram a Capitania dos Portos e ao consulado argentino, o Cônsul então pegou um avião, que na época era um Teco Teco e foi até o local, ao ver que a tripulação estava a salvo e tinha muitas pessoas curiosas na praia o cônsul peguntou se tinha alguma autoridade ali, alguém disse que tinha um fiscal do distrito, então pediu que ele entrasse e que ficasse presentes 2 pessoas para cuidar até vir a guarda do Rio Grande, mas nesta época já existia a pirataria na nossa costa marítima, e até chegar a guarda houve invasão, o comentário era de que os pneus foram levados de caminhão em contrabando para a barra e  atravessavam para Rio Grande, mas muitas pessoas do local também levaram coisas como mesas, colchas e outras coisas, mas a capitania mandou fazer visita nas casas e os moradores tiveram que ir a Rio Grande prestar depoimento, depois a guarda do Rio Grande, um dos dois voltou para Rio Grande e outro ficou no Gravatá, onde morava a familia Meirelles, e a bandeira brasileira uma pessoa levou porque poderia ficar danificada, essa nunca mais apareceu. A pirataria continuou, na barra do estreito, a nossa barrinha hoje.

Naufragou um navio a vapor brasileiro com o nome "Perina", que levava farinha de trigo do porto de Rio Grande para o centro do Brasil, foi abandonado e a tripulação foi salva e a pirataria invadiu para levar a farinha de trigo para suas casas, eu perguntava se dava para aproveitar, disseram que sim, que só molhava a parte de fora e que por dentro estava seca. Para fazer o saque, usavam uma escada de cordas, uma pessoa ficou somente com fralda e de camisa e foi fotografado de costas, esta foto alguém ainda deve ter nesta zona.

Na localidade do divisa, antes do CTG, tem um casco de barco nas dunas de areia, quando andavam comprando ferro velho foi encontrado este casco do barco que era de madeira por dentro e por fora era de cobre e o cobre valia mais que o ferro. Este foi um dos mais visiveis por mim.

Antes da barra do estreito é o Perina, quando o mar clareava se podia ver o casco do barco. Algumas pessoas falavam que botavam na ponta de uma taquara uma lanterna para atrair os barcos e confundi-los com a barra de rio grande de propósito para que os barcos encalhassem e eles pudessem fazer o saque assim na costa de são jose´do norte que chamavam de " a costa dos piratas".

2 comentários:

  1. O Tijuca naufragou em 20 de Julho de 1946 e o do casco de madeira e cobre era o barco Carmelo.

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    1. Legal Jacques, manda a fonte da sua informação para melhorarmos esse registro histórico e o texto ficar mais completo. abraço.

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